Pular navegação

Arquivos Mensais:fevereiro 2012

Você, toda vez que esquece que o mundo não é seu, desliza um sopro de alma e acaba deixando gotas de seu sangue no caminho .

Não aguento te ver assim. Vá ao toillet agora mulher, e veja se volta com uma máscara melhor! Pinte um sorriso em seus olhos e contorne sua boca com gentilezas. Seja firme, seja fingida, seja o que eu preciso, o que ordeno.

Desse jeito, você não é boa companhia, vou ter que te entorpecer. Tome mais um copo e recrie sua persona, porque eu vou esculpir nossos rostos e eterniza-los em mármore. Quero que vejam nossa perfeição. Não me decepcione.

Desaprendi a falar, porque de nada mais as palavras me adiantavam. E isso, que incomodava centímetros de pensamento, agora me tornou uma crença.

Aprendi a rezar para o homem, sorrindo imagens e vislumbrando acepções de uma racionalidade  fingida. Sem muito o que fazer com meu corpo, desertei minha sepultura e fiz de mim pujança de universo.

Você – que dança em meu rosto, lambe meu pescoço e cai em meu colo – é muito iníqua. Quando um dia dura três anos, você pega suas malas sem ponderação e vai para Calama, sem dizer porquês. E de nada adianta eu te chamar, você não volta para dar o meu perdão.

É na hora dos malabarismos que você reaparece exigindo um lugar que eu já esquecia que era seu. Sem forças, cedo ou tarde, eu concedo. Então, volto a precisar de você até sua próxima partida.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.