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Ele não era humano, não podia ser. A barata passou pela poça e pelo seu pé, todos eles vieram do esgoto, é isso.  Sequer sei se seu cheiro ou seu comportamento era mais animalesco, tudo em torno dele era do homem, ele era pó. Por ser nada, ninguém o viu. Eles não o notaram quando abaixou as calças e sentou em uma caixa cômoda de papelão. Em seu trono o mundo não existia para ele, da mesma maneira que, em vida, ele não existia para todo mundo.

De longe, eu fiquei com medo de nunca tê-lo visto e inveja de não ter aquele tipo de mágica.

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